Diagnóstico
Todas as pessoas que apresentam tosse com escarro por mais de três semanas, acompanhada ou não dos outros sintomas da doença devem ser investigadas para a infecção da tuberculose. Alterações nos raios-X de tórax também podem ser vistas na tuberculose pulmonar. O diagnóstico definitivo de tuberculose, entretanto, requer a identificação do microorganismo nas secreções ou tecidos do paciente, como o exame do escarro. O tratamento é frequentemente iniciado antes do diagnóstico definitivo, entretanto a identificação do microorganismo é importante inclusive para testar a sensibilidade às drogas.
Existe também um teste para rastrear a exposição à tuberculose, é o chamado teste de Mantoux, mais conhecido como PPD. É realizado através de uma injeção intradérmica e medido através do tamanho da área da reação 48 horas após a aplicação. O diâmetro menor que 5mm é considerado como negativo e significa que não houve contágio com o bacilo ou que a vacina está protegendo a criança. O diâmetro entre 5 e 9 significa que não houve contágio com o bacilo de Koch, mas a vacina BCG está protegendo a criança, e acima de 10 significa que houve o contágio, e que pode ser um contágio recente.
AIDS e tuberculose
Aproximadamente 8 milhões de pessoas em todo o mundo são coinfectadas pelo HIV e pela tuberculose. No Brasil, 8% dos pacientes com tuberculose também têm Aids. Os pacientes HIV positivos são mais susceptíveis à infecção pelo M. tuberculosis, já que a infecção depende do estado do sistema imunológico que está suprimido nesses pacientes. Subseqüentemente, aproximadamente 50% das pessoas com as duas infecções irão desenvolver a tuberculose clínica, e as taxas de reativação podem ser até 20 vezes maior que em pessoas não HIV positivas. A tuberculose clínica está associada com uma menor sobrevivência das pessoas com AIDS.
Tratamento
Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose tem cura. Desde de 1944 se conhece os medicamentos capazes de curar a tuberculose. Mas para que haja um controle efetivo da doença é indispensável que se detecte a tuberculose ativa e se institua o tratamento correto.
O tratamento da tuberculose é prolongado, durando no mínimo seis meses, e na maioria dos casos não é necessária a hospitalização. O uso de medicamentos inadequados ou administrados irregularmente, ou em doses inadequadas é causa importante de não cura da doença. Além disso, com o tratamento inadequado, o microorganismo pode se torna resistente e eventualmente ser transmitido para outros indivíduos, sendo seu tratamento mais complexo e de custo elevado.
Os principais medicamentos utilizados no tratamento da tuberculose são a izoniazida, rifampicina e pirazinamida. Após duas semanas tomando o medicamento não ocorre mais a transmissão.
A tuberculose latente deve ser detectada e tratada preventivamente nos indivíduos que apresentam os fatores de risco para a reativação.
Prevenção
A prevenção da tuberculose consiste na vacinação infantil e na detecção e tratamento precoce das pessoas com tuberculose.
BCG é a vacina contra a tuberculose feita com um tipo de bacilo semelhante ao bacilo de Koch, que permite ao organismo criar defesas contra a tuberculose, sem causar a doença.
O BCG é indicado para todas as crianças de 0 a 4 anos e é aplicada na pele do braço direito. A vacina contra a tuberculose faz parte das vacinas obrigatórias para as crianças no Brasil. Estima-se que o BCG ofereça proteção à criança por um período em torno de 10 anos.
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sábado, 24 de março de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
05 Fevereiro - Dia Nacional da Mamografia
Segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. O tratamento só é eficaz se o câncer for descoberto no início e o exame que detecta o problema é a mamografia. Para conscientizar as mulheres sobre a importância do exame, foi criado em 2008 o Dia Nacional da Mamografia, lembrado no dia 5 de fevereiro. A data foi escolhida por ser o dia dedicado à Santa Ágata, considerada protetora contra as doenças da mama e padroeira dos mastologistas.
Estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) mostra que, em 2012, o Brasil terá aproximadamente 52,7 mil novos casos de câncer de mama. A mamografia permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (medindo milímetros). Deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos ou segundo recomendação médica. O exame é realizado em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é suportável.
Uma auditoria realizada pelo Ministério da Saúde, em maio de 2011, detectou que dos mais de mil e quinhentos mamógrafos existentes na rede pública, 85% deles estão em funcionamento. O número é quase duas vezes maior que o necessário para cobrir toda a população brasileira. A auditoria também apontou baixo nível de produtividade nesses equipamentos. Além disso, 15% deles estão fora de uso. Por isso, para suprir a necessidade da falta de técnicos em mamógrafos, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), realizou, em novembro do ano passado, o curso de formação para técnicos de radiologia de nível médio. Cerca de 60 representantes de todos os estados do País participam da capacitação.
Segundo a coordenadora da SGTES, Clarisse Ferraz, esse trabalho preparou os professores para oferecerem cursos de técnicas radiológicas, em especial de mamografia, em seus respectivos estados. “Com isso, vamos cumprir um quadro de docentes para as escolas técnicas iniciarem seus cursos técnicos em radiologia, que darão suporte na realização de exames de mamografia, tomografia e ressonância, por exemplo”, explicou Clarisse.
Com investimentos do Ministério da Saúde de R$ 4,5 bilhões até 2014, o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama objetiva reduzir a mortalidade entre os dois tipos de cânceres mais comuns entre as mulheres. Fafá de Belém é a madrinha do Programa Nacional de Qualidade de Mamografia. No vídeo abaixo, ela destaca a importância dos exames de prevenção ao câncer de mama e de colo de útero.
Fonte: http://www.blog.saude.gov.br
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